Se escreva

Cada um de nós existe, isso é fato e palpável. Mas vivemos? Vivemos o suficiente para não apenas existir? Sabe, cada um de nós é um livro, com folhas em branco sendo escritos ao longo dos anos – alguns momentos escritos por Shakespeare, outros por Nicholas Sparks, alguns até por Stephen King, por que não? – mas somos escritos, somos moldados e editados com o tempo e é nessa parte que se faz valer não julgar um livro pela capa não é mesmo?

E em meio a alguns suspenses, ação, drama e um pouco de tudo mais que a vida nos prepara acabamos encontrando no próximo capítulo um dos maiores e antigos gêneros que já vimo e ouvimos falar: o amor. Á partir daí então uma simples folha em branco se torna um emaranhado de palavras, vogais e consoantes, verbos, sujeitos e tudo aquilo que aprendemos sobre gramática no ensino médio. É nesse momento que você pensa que estava assumindo o controle e se tornando o autor da sua própria vida, você pensa, para, reflete e caramba, já existe alguém escrevendo esse livro comigo, existe uma segunda autoria naquela história em que alguém muito antes já havia começado a escrever.

Alguém te conjuga e alguém te ensina a conjugar o verbo amar, como já falamos de vogais e consoantes existe aquele alguém que te ensina a pronunciar palavras como nunca havia conseguido antes, alguém que em meio a passado presente e futuro tanto faz perfeito ou imperfeito, decide e prefere ficar.

E dou um salto nesse momento pra dizer, o quanto a vida ela sim é incrível não é mesmo? Não sabemos nunca por quem nossa caneta vai optar a escrever, de vez em quando ela faz algumas escolhas que nosso pensamento por vezes é contrário aquilo, me entende? Ás vezes ela escolhe por escrever histórias com personagens que moram longe, personagens que aparecem em meio a outras páginas que já foram escritas e bagunçam seu texto todo. Sabe – já aconteceu que eu sei – quando você lê e se apega do nada e rapidamente por um certo personagem que faz parecer que vocês se conhecessem há vários e vários anos? É isso, nossas canetas por incontáveis vezes acabam por querer escrever dessa maneira mesmo sabendo que vai precisar usar muito mais a vírgula do que o ponto final. (E que fique claro, não estou dizendo daquele amor apenas “romanceado”, estou chamando a atenção sobre personagens que exalam amor na sua vida sem você pedir e nem implorar, amigos, pai, mãe – os que criam, não os que geram – estou dizendo sobre toda forma de amor que nos surge em meio a um conto)

Cada ser humano é uma história, cada ser humano é um livro diferente, um conto ou uma fábula diferente, não vamos nos prender a capas, não vamos nos prender á críticas, elas servem mais para conhecermos os críticos do que a história propriamente dita. Como já disseram um dia: vamos nos permitir. Se permita conhecer o resumo, o índice e a história, se permita conhecer o autor, o contexto e a história.

Viva, escreva, apague, rasgue, marque, grife, rabisque, guarde, queime, faça imagens, capítulos, páginas e mais páginas, mas não se permita não desenvolver essa história, no final das contas, alguém será fã número um da saga da sua vida.

IVANVIEIRA-TIPOBILHETE

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s